Arquivo para Agosto 31st, 2007

Os meios justificam e qualificam seus fins


Parece que há setores da sociedade que têm visão de futuro e de desenvolvimento. Posso estar muito enganado, ou talvez inebriado por códigos binários, mas a campanha do Estadão que desmerece os blogs não foi nada simpática. Nas propagandas veiculadas no começo dessa semana em impressos e televisão é colocada em cheque a confiabilidade da informação publicada nos blogs. Algo muito errado, principalmente pela generalização.

Não é surpresa um veículo conservador e puritano como o jornal O Estado de São Paulo faça algo do tipo. Talvez seja uma afronta direta contra o portal da UOL, que oferece um dos melhores serviços nacionais de hospedagem de blogs, ou contra o G1 – portal da Globo –, que investe muito na prática da blogagem. Ou ainda, quem sabe, uma campanha agressiva sem noção de repercussão.Graças a velocidade de propagação das informações, o troco não demorou a aparecer. Começou nesta quinta-feira a divulgação de uma peça do mesmo estilo, com a foto do jornalista Pimenta Neves e com os seguintes dizeres: “E se o diretor do jornal que você lê for um assassino que matou a namorada pelas costas com requintes de crueldade?”. Além do troco, essa nova peça mostra que os blogueiros podem sim ter conteúdo e saber relacionar os fatos – coisa que a mídia peca muitas vezes em fazer.

É o medo da mudança e a falta de tino jornalístico para com o desenvolvimento que confirma a hipótese levantada pela revista The Economist, quando ela questionou “Quem matou os jornais?” (Who killed the newspaper? Economist, August 24th, 2006). Os impressos precisam urgentemente mudar e encontrar parcerias, e não inimigos, nos novos meios. Precisam adicionar uma palavra chamada convergência de meios, algo que os blogs fazem muito bem.Há mais de uma década que os blogs deixaram de ser território exclusivo de pessoas adeptas do “miguxês”. Hoje eles são instrumentos de perpetuação de informações, com um caráter espontâneo e dinâmico. É possível até arriscar dar o título de meio mais promissor em nosso tempo atual.

Seria engraçado, se não fosse desanimador. Como não podia deixar de ser, a campanha provocou a blogosfera e, conseqüentemente, muitos posts de protesto. Firmo aqui minha opinião: eu acredito no potencial dos blogs, só não sei mais se o jornalismo impresso tem salvação enquanto ele não se adaptar aos novos tempos.

Joel Minusculi
Que é blogueiro a três anos

Quando o sabão não é suficiente

A prática adotada pelo Colégio Evangélico Jaraguá, na cidade catarinense de Jaraguá do Sul, incita discussões sobre a eficácia do sistema entre os pedagogos e a população em geral. Cobrar R$ 0,10 por palavrão é considerada pela instituição como uma medida sócio-educativa. Muitos pais concordam, justamente por lidar com a formação de caráter de seus filhos. Porém, a questão contra a má educação começa muito antes dos bancos escolares. 

Países europeus, como Alemanha, são adeptos há muito tempo da prática, tanto que utilizam no dia-a-dia em suas casas. Apesar da região sul ser considerada a “mais européia do Brasil”, a educação aqui, que volta e meia entra em pauta, deve ser adaptada à realidade dos jovens. Mesmo com o valor ínfimo, não são os alunos que bancam com as conseqüências, mas sim seus pais. 

Em primeiro lugar é importante conscientizar. Não através de medidas opressivas, mas, como pretendem as escolas, dar autonomia para a vida. A educação depende de bases que apontem razões e as conseqüências dos atos. O exemplo deve partir das pessoas que são modelo na formação dos jovens. Estes são os professores e, principalmente, as pessoas do círculo social dos alunos – principalmente na figura dos pais. 

A mão forte, que era usada antigamente para esfregar sabão na boca dos mal-educados, hoje deve ser firme, para ajudar os jovens no impacto das informações que dificilmente distinguem seu público – além do fenômeno da precocidade em várias aspectos sociais. Medidas desse tipo aliviam tanto o peso da dívida no bolso dos responsáveis, quanto a consciência dos envolvidos no processo educacional.

Caiu na rede…

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Este pode até ser mais um entre os
100 milhões de blogs que surgem por dia na internet. Porém, o motivo de seu nascimento é por uma causa nobre: desenvolver as técnicas do jornalismo opinativo. Aqui você poderá encontrar ensaios de editoriais, comentários e devaneios direcionados aos mais variados assuntos.

 

Graças às muitas possibilidades a blogagem oferece, o Palavras Linkadas apresentará seu conteúdo apoiado nas principais ferramentas que agilizam e articulam a obtenção da informação. Textos, imagens e vídeos estarão integrados para proporcionar a tão falada convergência – assunto na moda hoje em dia, quando o negócio é tecnologia.

 

Um dos principais recursos, como o próprio nome sugere, será o uso e abuso de links – o sublinhado e o azul nas expressões chaves -, que levará você aos mais inesperados destinos no infomar da grande rede.

O termo linkar hoje representa muito mais que criar o hipertexto. Significa desenvolver os assuntos de forma dinâmica, que acompanha o andar que as tecnologias impôem. Afinal, linkar o mundo é conectar idéias.

No mais, nada mais. Até mais!

Joel Minusculi
Que inaugura no momento seu terceiro blog