A prática adotada pelo Colégio Evangélico Jaraguá, na cidade catarinense de Jaraguá do Sul, incita discussões sobre a eficácia do sistema entre os pedagogos e a população em geral. Cobrar R$ 0,10 por palavrão é considerada pela instituição como uma medida sócio-educativa. Muitos pais concordam, justamente por lidar com a formação de caráter de seus filhos. Porém, a questão contra a má educação começa muito antes dos bancos escolares.
Países europeus, como Alemanha, são adeptos há muito tempo da prática, tanto que utilizam no dia-a-dia em suas casas. Apesar da região sul ser considerada a “mais européia do Brasil”, a educação aqui, que volta e meia entra em pauta, deve ser adaptada à realidade dos jovens. Mesmo com o valor ínfimo, não são os alunos que bancam com as conseqüências, mas sim seus pais.
Em primeiro lugar é importante conscientizar. Não através de medidas opressivas, mas, como pretendem as escolas, dar autonomia para a vida. A educação depende de bases que apontem razões e as conseqüências dos atos. O exemplo deve partir das pessoas que são modelo na formação dos jovens. Estes são os professores e, principalmente, as pessoas do círculo social dos alunos – principalmente na figura dos pais.
A mão forte, que era usada antigamente para esfregar sabão na boca dos mal-educados, hoje deve ser firme, para ajudar os jovens no impacto das informações que dificilmente distinguem seu público – além do fenômeno da precocidade em várias aspectos sociais. Medidas desse tipo aliviam tanto o peso da dívida no bolso dos responsáveis, quanto a consciência dos envolvidos no processo educacional.
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